O vereador Cleber Fossá (MDB) pediu esforços visando o credenciamento do Hospital Regional do Oeste (HRO) como Serviço de Referência em Doenças Raras e Autoimunes. De acordo com ele, as demandas que chegam ao gabinete, através de servidores e familiares de pacientes, é de que o HRO vem enfrentando dificuldades para a obtenção de insumos e outros equipamentos para tratamento de pacientes acometidos por doenças autoimunes graves, o que está causando problemas aos pacientes.
Fossá solicitou que enquanto não se concretiza o credenciamento, que seja autorizado atendimentos por terceiros especializados, com a imediata disponibilização de materiais e para suporte terapêutico especializado, incluindo insumos de plasmaférese, fornecimento regular de imunoglobulina humana e aquisição de capilares, filtros e kits específicos necessários ao adequado tratamento dos pacientes. Os pedidos foram direcionados ao Ministério da Saúde, à Secretaria de Estado da Saúde e ao HRO.
“Demandas que nos chegaram, através dos servidores e familiares de pacientes, é de que o Hospital Regional vem enfrentando dificuldades para obtenção de insumos e equipamentos indispensáveis ao tratamento dos pacientes acometidos por doenças autoimunes graves, em especial casos compatíveis com Síndrome de Goodpasture – patologia rara, grave e potencialmente fatal, que exige intervenção médica imediata e altamente especializada”, comentou Fossá, ao justificar o pedido de aprovação.
A “Síndrome de Goodpasture” se caracteriza como doença autoimune sistêmica de evolução rápida, com acometimento pulmonar e renal simultâneo, podendo levar à insuficiência respiratória aguda e à falência renal em curto espaço de tempo, demandando terapias específicas rápidas e contínuas. “O tratamento padrão internacional e preconizado pela literatura médica inclui plasmaférese terapêutica associada à imunoglobulina e imunossupressores, para a estabilização clínica do paciente”, afirmou.
Fossá aponta que com a falta do serviço é necessária a transferência para outra unidade referenciada pelo serviço, sendo que o transporte terrestre prolongado pode agravar, significativamente, o quadro clínico em razão do tempo de deslocamento, da vibração mecânica, limitação de suporte intensivo e risco de complicações respiratórias e hemodinâmicas. “Pacientes submetidos a tais terapias utilizam drenos torácicos ou dispositivos invasivos, exigindo transporte especializado”, destacou o vereador.
Ele lembra que o HRO possui administração tripartite, sendo gerido conjuntamente pela Associação Hospitalar Lenoir Vargas Ferreira, pelo Governo do Estado de Santa Catarina e pela União, fato que impõe responsabilidade compartilhada quanto à estruturação, financiamento ou garantia da oferta de serviços de alta complexidade. “A ausência desses recursos representa um risco concreto à vida dos pacientes, configurando potencial desassistência em saúde pública em toda nossa região”, finalizou.

Deixe um comentário