A Câmara de Vereadores de Chapecó realizou a entrega de “lei impressa” que denomina via pública no município de Chapecó. O ato foi realizado na quarta-feira (10), no plenário do Poder Legislativo. Conforme a Lei nº 8.396, de 27 de outubro de 2025, fica denominada rua Sergio Luiz Pace, a atual rua D, compreendendo as quadras nº 6013 e nº 6014 do loteamento Uruguai, no bairro São Lucas. O Projeto foi apresentado pelo vereador Cleber Fossá e a Lei sancionada pelo prefeito João Rodrigues.
Conforme o autor, a homenagem constitui ato de reconhecimento público à memória de um cidadão que honrou Chapecó com sua presença e arte e seus valores humanos, perpetuando sua contribuição à história cultural e social do município. “Prestamos uma justa homenagem a um cidadão que deu a sua contribuição para com Chapecó e reconhecendo a família Pace que, assim como outras famílias, nas mais diferentes áreas, contribuem para com o crescimento de nosso município”, destacou Fossá.
Nascido em 26 de outubro de 1927, em Amparo/SP, Sergio Luiz Pace se mudou para São Paulo na década de 1940. Ele contraiu matrimônio com a senhora Eleny Olivares Pace em 1954, fixando sua residência no município de Guarulhos/SP, onde constituíram a sua família. O casal teve três filhos – Wagner, Thais e Walkyria; sete netos – Rodrigo, Fabiana, Bruno, Guilherme, Carlos, Gilberto (in memorian) e Mauricy; e sete bisnetos – Laura, Gabriel, Francisco, Benjamin, Agatha, Daniel e Vicente.
Após trajetória pautada pelo trabalho, pela retidão e pela perseverança, o homenageado transferiu-se para Chapecó/SC em 1992, onde seus filhos já residiam. Aposentado, dedicou-se intensamente à sua grande paixão: a pintura artística, um talento logo reconhecido e incentivado pelo renomado artista plástico Paulo de Siqueira, que o encorajou a participar de exposições e de eventos culturais locais. Autodidata, desenvolveu estilo próprio, caracterizado pela sensibilidade e pela harmonia das cores.
Sergio Luiz Pace produziu mais de 300 obras, com especial predileção por paisagens e monumentos históricos. Suas telas participaram de mostras artísticas nas décadas de 1990 e 2000, consolidando a sua presença no cenário cultural chapecoense. Além da pintura mantinha uma oficina de marcenaria artesanal e era grande apreciador de óperas e música clássica, demonstrando erudição e refinamento artístico. Em Chapecó, o homenageado residiu nos bairros Presidente Médici e no Centro da cidade.
Foi reconhecido pela sua convivência solidária, pelo entusiasmo cultural e pelo espírito comunitário. Viveu em Chapecó até o seu falecimento, ocorrido em 23 de setembro de 2025, deixando legado de amor, cultura e exemplo de vida. Dessa forma, a denominação da via pública com seu nome constitui um ato de reconhecimento público à memória de um cidadão que honrou a cidade com sua presença, sua arte e seus valores humanos, perpetuando sua contribuição à história cultural de nosso município.


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