Dois projetos de lei, apresentados pelo vereador Cleber Fossá (MDB) e aprovados por unanimidade, reconhecem importantes organizações como de “utilidade pública” em Chapecó. O primeiro declara como utilidade pública a Associação Regional dos Policiais Civis de Chapecó (ARPOC), enquanto o outro projeto declarou a Associação de Diabéticos de Chapecó (ADOCE). As duas iniciativas vão agora para análise e sanção do Poder Executivo municipal. Após isso, passarão a vigorar como leis.
De acordo com Cleber Fossá, a declaração de utilidade pública é o reconhecimento oficial do Poder Legislativo sobre a relevância dos serviços prestados pelas instituições que auxiliam o governo, seja municipal, estadual ou federal, nas execuções de políticas sociais. A medida facilita, por exemplo, o repasse de recursos públicos às associações, que posteriormente precisam fazer prestação de contas. O vereador falou sobre a importância da ARPOC e da ADOCE nos serviços prestados aos associados.
ARPOC
A ARPOC tem, como finalidade, a integração e o bem-estar dos policiais civis de Chapecó e região; desenvolver atividades de assistência social, cultural e recreativa para seus associados ou familiares; colaborar com a comunidade em ações de segurança pública e cidadania; realizar palestras e debates informativos sobre segurança e prevenção à criminalidade e integração social; fortalecer os vínculos das forças de segurança e a sociedade civil organizada; e incentivar o aperfeiçoamento profissional.
“Para cumprir a sua finalidade, a ARPOC se organiza como associação beneficente e representativa, mantendo um trabalho relevante no município. Além de olhar para o bem-estar do servidor, ela atua como elo fundamental entre a Polícia Civil e os cidadãos de Chapecó e região, promovendo eventos que aproximam a instituição da comunidade. O fortalecimento da ARPOC contribui para a formação de um ambiente social mais seguro e integrado e permitindo que os policiais civis tenham suporte”.
ADOCE
No caso da ADOCE, a sua atuação é pilar de sustentação para a saúde pública de Chapecó, onde se destaca pela relevância do serviço prestado: a diabetes é uma patologia silenciosa e crescente. A ADOCE atua na lacuna entre diagnóstico clínico e a vida cotidiana do paciente, oferecendo suporte educativo sobre o uso de insulinas e nutrição. E sem esse suporte, o índice de complicações graves – como cegueira, insuficiência renal e amputações – seria drasticamente maior, onerando mais o SUS.
“A entidade promove a integração de crianças, adolescentes e adultos diagnosticados, combatendo o isolamento social e o estigma da doença. Com palestras e grupos de apoio, a ADOCE transforma os pacientes passivos em cidadãos conscientes e ativos no controle de sua própria saúde. As atividades da ADOCE não substituem, mas complementam o atendimento das Unidades Básicas de Saúde, ao oferecer orientações práticas e acolhimento emocional, funcionando como uma barreira preventiva”.

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